"A equivalência entre sonho e realidade está na medida de cada pé. Uma vez calçados uns se apequenam e abrem espaço, tiram uma folga com a própria cara, enquanto outros se inflam fazendo tudo chegar num aperto.
A diferença dos passos mais vagarosos e dos mais acelerados... Ah! entre sonho e realidade, há também a inconsequência de se andar descalço, por vezes, até flutuar".
Araújo Rodriguez
Irás doce
Se você
puder
se
aproximar,
ainda que por
insensatez,
desses
olhos
apenas
o bastante
a ponto de ver
apenas um
de cada vez
a cada outra
chance
Jamais
hesitará
em fazê-lo
outra vez
É que estar
a esse ponto
cor & íris do ser
frente à luz e ao escuro,
nos tira algo,
a fim de reaver
o tato e derrubam-se
os murros da língua
e as pálpebras
ardem até encolher
para o doce
e que só o lábio
é sagaz em escolher
puder
se
aproximar,
ainda que por
insensatez,
desses
olhos
apenas
o bastante
a ponto de ver
apenas um
de cada vez
a cada outra
chance
Jamais
hesitará
em fazê-lo
outra vez
É que estar
a esse ponto
cor & íris do ser
frente à luz e ao escuro,
nos tira algo,
a fim de reaver
o tato e derrubam-se
os murros da língua
e as pálpebras
ardem até encolher
para o doce
e que só o lábio
é sagaz em escolher
Silêncio
"Faça um bem à vida, quando alguém disser uma coisa bonita... beije e não diga mais nada".
Pedra, papel, tesouro
"se eu te peço: rabisca
nesta folha com uma pedra...
você incrédulo desconfia de minha sanidade.
Contudo, se alguém embrulha-la no papel e ameaça arremessa-la,
você talvez, sem vê-lo neste feitio,
aceite o que parece brincadeira,
mas o que se fará
desta pessoa e da sua cara?
O que faremos nós de nossas vidas
conjugando-a nessa brutal parcialidade?"
nesta folha com uma pedra...
você incrédulo desconfia de minha sanidade.
Contudo, se alguém embrulha-la no papel e ameaça arremessa-la,
você talvez, sem vê-lo neste feitio,
aceite o que parece brincadeira,
mas o que se fará
desta pessoa e da sua cara?
O que faremos nós de nossas vidas
conjugando-a nessa brutal parcialidade?"
De já vir
Não, será possível
já que - o medo é o prenúncio do que estou farto
Não, será possível
já que - essa inconsequência é o desvio, pelo qual e para que sou tomado de arrasto
Não, será possível
já que - aquilo que vejo, em quem olho, pode ser a ilusão do somente "eu"
Não, será possível
já que - tudo que ouço, em ti, não é eco e sim os ruídos de outros mundos
Não, será possível
já que - sentir-se leve, foi o primeiro passo para não se importar mais com as coisas
Não, será possível
já que - apreender é desaprender a antever as chegadas, cultivar as despedidas
Não, será possível
já que - prepara em mim o exitar
Não, será possível
já que - atiça em mim um outro nexo
Não, será possível
já que - lança-me ao desassossego
Não, será possível
já que - esse esbarrão só coube a nós perceber
Não, será possível
já que - dizes pra mim algo a mais, quando estás em silêncio
Não, será possível
já que -silenciar faz transbordar o que já não cabe em si
Não, será possível
já que - todos estes nossos "não"s sedimentam algo infalível
Não, será possível
já que as vírgulas fazem minha a tua respiração.
Não deixar de respirar, mas se deixar perder a respiração ...
será possível permitir a diferença entrar até chegar o impossível,
é mínimo de já para quem quer ter feito daqueles que somos uma afirmação.
já que - o medo é o prenúncio do que estou farto
Não, será possível
já que - essa inconsequência é o desvio, pelo qual e para que sou tomado de arrasto
Não, será possível
já que - aquilo que vejo, em quem olho, pode ser a ilusão do somente "eu"
Não, será possível
já que - tudo que ouço, em ti, não é eco e sim os ruídos de outros mundos
Não, será possível
já que - sentir-se leve, foi o primeiro passo para não se importar mais com as coisas
Não, será possível
já que - apreender é desaprender a antever as chegadas, cultivar as despedidas
Não, será possível
já que - prepara em mim o exitar
Não, será possível
já que - atiça em mim um outro nexo
Não, será possível
já que - lança-me ao desassossego
Não, será possível
já que - esse esbarrão só coube a nós perceber
Não, será possível
já que - dizes pra mim algo a mais, quando estás em silêncio
Não, será possível
já que -silenciar faz transbordar o que já não cabe em si
Não, será possível
já que - todos estes nossos "não"s sedimentam algo infalível
Não, será possível
já que as vírgulas fazem minha a tua respiração.
Não deixar de respirar, mas se deixar perder a respiração ...
será possível permitir a diferença entrar até chegar o impossível,
é mínimo de já para quem quer ter feito daqueles que somos uma afirmação.
X encontro (Novela visual)
o tempo é um invenç ...
21:05
ão ão
ão ão ão
X
ão ão
ão ão
ão
22:05
chegar 1o
é quest
de
1 em cada
dez encontros
o valor é uma invenç ...
ão ão
ão ão ão
0,10
ão ão
ão ão
ão
porém, se não se sabe ao certo dosar
ão ão
ão ão ão
M
ão ão
ão ão
ão
a riscar
é o melhor métodoão ão
ão ão ão
N
ão ão
ão ão
ão
para a invenç ...
ão ão
ão
ão X ão
ão ão
ão ão
ão
já que pra se amar não há ganhos nem perdiç ...
o o
o
o o
o Ã? o
o o
o
in
i
cio
o o
o
o o
o Ã? o
o o
o
sim,
algo a ser desprendido
no sentido
plano de sua
colisão
Quando ir
Você,
você mesmo, a quem essa presença minha incomoda.
Não gaste sua prosa, sou arco-íris:
eu passo...
você mesmo, a quem essa presença minha incomoda.
Não gaste sua prosa, sou arco-íris:
eu passo...
Jamais (para D.Duran)
esse silêncio
que recolho
é a dobra
de um tempo
até a duração
de certas palavras,
como que lançadas ao mesmo,
a quem talvez me dirijo,
já que de mim, que sou carne
e em breve, pó, viajar ao
largo de mim é um só "aceite".
há: "entre",
jamais estive tão só
na multidão do que me cerca
qualquer respiração
mais longa,
da cabeça um leve
aceno,
me desconcerta
encontra aqui ao ar livre
papel e tinta, porta aberta...
tão somente... no
tempo acolhido
por azar ou de um acaso
desse alerta
espero, espere, espera
desta dança, o que dela faço
um passo
à braço
colidindo sem disperdício
com essa escrita...inofensiva,
aproveito: a melhor parte,
com esse seu riso.
que recolho
é a dobra
de um tempo
até a duração
de certas palavras,
como que lançadas ao mesmo,
a quem talvez me dirijo,
já que de mim, que sou carne
e em breve, pó, viajar ao
largo de mim é um só "aceite".
há: "entre",
jamais estive tão só
na multidão do que me cerca
qualquer respiração
mais longa,
da cabeça um leve
aceno,
me desconcerta
encontra aqui ao ar livre
papel e tinta, porta aberta...
tão somente... no
tempo acolhido
por azar ou de um acaso
desse alerta
espero, espere, espera
desta dança, o que dela faço
um passo
à braço
colidindo sem disperdício
com essa escrita...inofensiva,
aproveito: a melhor parte,
com esse seu riso.
Equilibrilho
Há os que
sabem
brincar.
para o resto,
a quem não caiba um
bom paladar,
tem a seriedade
inútil,
a que jamais
os deixará
margem
para dúvidas.
sabem
brincar.
para o resto,
a quem não caiba um
bom paladar,
tem a seriedade
inútil,
a que jamais
os deixará
margem
para dúvidas.
Perfil de Espelhos
no começo
era a som
e sim,
soava límpido
|águas
nos sonhos
foram contos
brilhos soltos
dos encantos
|metais
no meio
foi a sopro
e não se
afastava o perfume
|brisa
no fim
é o seu olhar
perfil talvez,
em relance
|pupilas
entre tudo
esses reflexos em vidros
capturas totais
para verdades,
|apenas eventuais
Passeante
.........................................O coração
....................... que pulsa
.....................tal relâmpago
.................. faz . daquele
..................... que circular
........................... um tal passeante
..................................... em chuva
(El {sueño} [és su] hugar)
{ [afasta ainda mais longamente]
(se desvía más ampliamente)
[o apreço de teu olhar,]
(apreciación de su aspecto)
[enquanto mãos por sobre fios visíveis]
(mientras las manos a través de alambres visibles)
[...elas fiquem a vagar...]
(...se quedan a vagar...)
[aproximando diversos sentidos]
(acercarse a los diversos sentidos)
(ar
ainda
perto do pensado)
[aire
todavía
cerca de pensamiento]
(mimetiza outro
sono, acordado
colorido)
[imita otro
sueño, despierto
vistoso]
[pela pele
sombra
sela
pelos cílios]
(la piel
sombra
silla de montar
por los cilios)
(...se julguem dizer...)
[si julgem decir]
[em abertura, incerta, alguns olhos
sabiamente e sem hesitação]
(En la apertura, inciertos, algunos ojos
con prudencia y sin vacilación)
[ficam por cima do outro a vacilar]
(están por encima de la otra a fallar)
El sueño és su hugar}
Lábio, astro - coração obsoleto
Quando no peito
em mim sinto
decerto sem ego
me prego com esse jeito. Cego, de certo
e um ai, dessa pontada, já se desatina
Em quanto sem norte, gira
em meu tórax, assim?
Talvez por sorte, só
o fôlego, do seu jeito
e por isso a fração
de Você. Em mim:
o que era
no que éramos,
buscanto no fio de um fito,
ainda labirinto
em mim sinto
decerto sem ego
me prego com esse jeito. Cego, de certo
e um ai, dessa pontada, já se desatina
Em quanto sem norte, gira
em meu tórax, assim?
Talvez por sorte, só
o fôlego, do seu jeito
e por isso a fração
de Você. Em mim:
o que era
no que éramos,
buscanto no fio de um fito,
ainda labirinto
Há uma hora, a todo momento
Metade do meio por onde anda o vento
é onde te vejo
outra é a metade que sopra, dentes,
mil leões colidem na cor de teus cílios
Metade do a esmo é curva, que aceita
Outra, o mesmo da reta
nos sonhos se turva
e realmente busco a torto e a direita
Metade é tarde
Outra é: me invade
a passagem do dia,
o mais breve possível
Metade de tudo se dá
quando já é bem tarde
outra de nada vale
se não vier, pra comigo amanhecer
ficar meio sem melodia, surdez
da Metade é eco, ilusão
outra, a mentira
no impossível diapasão
Metade parte pesada
outra disparate
abre o por onde
atingir
pressentir embora,
jamais quisesse
outra, se desfez ancorada
há uma hora, a todo momento e já se ir
Metade da covardia,
é que ninguém vive metade
se fizer da outra parte
alegria
é onde te vejo
outra é a metade que sopra, dentes,
mil leões colidem na cor de teus cílios
Metade do a esmo é curva, que aceita
Outra, o mesmo da reta
nos sonhos se turva
e realmente busco a torto e a direita
Metade é tarde
Outra é: me invade
a passagem do dia,
o mais breve possível
Metade de tudo se dá
quando já é bem tarde
outra de nada vale
se não vier, pra comigo amanhecer
ficar meio sem melodia, surdez
da Metade é eco, ilusão
outra, a mentira
no impossível diapasão
Metade parte pesada
outra disparate
abre o por onde
atingir
pressentir embora,
jamais quisesse
outra, se desfez ancorada
há uma hora, a todo momento e já se ir
Metade da covardia,
é que ninguém vive metade
se fizer da outra parte
alegria
As Long As It's Not About Love - DIO (portuguese version)
Dali em diante, ao acaso de um olhar
Intensamente se fez num coração
O encanto que fez temer meu coração
Então, se deite e me engane ainda mais
e mentir,
mas jamais... Brincar
Não importa, se for por amor
Se amanheceu e o mundo acabou
Não se esqueça de não olhar pra trás
Se num relance sentir e pensar irão rimar...
Me beije e engane ainda mais
pois mentir,
jamais...
Importa, se for por amor?
Foi tão breve, o cruzar desse olhar
O feitiço pulsa, mais forte ao coração
Como fugir levando isso aqui dentro?
Então, se deite e me engane ainda mais
é mentir,
pra jamais...
Importar, se for por amor!
Amanheceu e o mundo acabou
Pois nada resta
meu coração
pode leva-lo,
Cansei de ouvir as mentiras do amor.
Ooh!
Se esse encanto se aproxima
nos afastando pra outro alguém
se escapar de mim, eu sei...
De repente, assim funciona o amor.
Intensamente se fez num coração
O encanto que fez temer meu coração
Então, se deite e me engane ainda mais
e mentir,
mas jamais... Brincar
Não importa, se for por amor
Se amanheceu e o mundo acabou
Não se esqueça de não olhar pra trás
Se num relance sentir e pensar irão rimar...
Me beije e engane ainda mais
pois mentir,
jamais...
Importa, se for por amor?
Foi tão breve, o cruzar desse olhar
O feitiço pulsa, mais forte ao coração
Como fugir levando isso aqui dentro?
Então, se deite e me engane ainda mais
é mentir,
pra jamais...
Importar, se for por amor!
Amanheceu e o mundo acabou
Pois nada resta
meu coração
pode leva-lo,
Cansei de ouvir as mentiras do amor.
Ooh!
Se esse encanto se aproxima
nos afastando pra outro alguém
se escapar de mim, eu sei...
De repente, assim funciona o amor.
AR - Para Amanda Richard
Quando eu
passo o
ouvido
sobre
o abdome do não
os barulhos do mundo
são: "vir", "ser",
"ais" de meu canto
vibrando das curvas
o espanto
a canção
nas cordas da voz
cruzo as pernas
pro espaço.
Cai aqui em
meu regaço ...
a palavra: jamais
já mais do que tive
entretanto, se vive
bulindo do riso
com um grito
desses
que vieram
doutros recantos
Quando
eu passo
em você
minha lábia
fica essa nódoa
depois da névoa
dos encantos
minha marca
no copo
por um lábio,
sou pólvora
Quando passo
Para quê?
é que toco, se passo
a luz e a noite
entorto,
o "sim" do querer,
a voz na cor
da manhã
sem cansaço
a que veio depois,
pra dizer
que te deixei
pra lá
rouca das loucuras
sem medo
do fazer e do como
de partir
o violão
parindo nosso sono
sã da paixão
despedaço
mas ainda é
bem cedo
se é a vida
que abraço
passo o
ouvido
sobre
o abdome do não
os barulhos do mundo
são: "vir", "ser",
"ais" de meu canto
vibrando das curvas
o espanto
a canção
nas cordas da voz
cruzo as pernas
pro espaço.
Cai aqui em
meu regaço ...
a palavra: jamais
já mais do que tive
entretanto, se vive
bulindo do riso
com um grito
desses
que vieram
doutros recantos
Quando
eu passo
em você
minha lábia
fica essa nódoa
depois da névoa
dos encantos
minha marca
no copo
por um lábio,
sou pólvora
Quando passo
Para quê?
é que toco, se passo
a luz e a noite
entorto,
o "sim" do querer,
a voz na cor
da manhã
sem cansaço
a que veio depois,
pra dizer
que te deixei
pra lá
rouca das loucuras
sem medo
do fazer e do como
de partir
o violão
parindo nosso sono
sã da paixão
despedaço
mas ainda é
bem cedo
se é a vida
que abraço
Assinar:
Postagens (Atom)
Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 2.5 Brasil.
