Quisera,
a sinuosa língua
do calígrafo, encontrar
o ritmo de seu olhar
Porém قلم حبر Sherazade
Jamais é. E deixara, assim nada mais que
seu véu, em realidade
a fé anunciar
sob isso, a beleza de seus olhos
insinuar, das palavras pelo
tecido dançante
o sorriso de seu sussuro
duro, são os dias para o calígrafo
maduro seja o gesto de quem profetiza
escuro o tom da noite
como tão clara lua
acima da lâmina crua
abaixo a pele nua
que se tonou tua, manhã
Neptuno (águas singram o além homem)
Quando eu nado,
só águas -
nada mais...
além disso -
podem me tomar
em
quando
nada se nada
and and and ando
miríades
singram
nesse mar
embalando o
em
quanto
durar
só águas -
nada mais...
além disso -
podem me tomar
em
quando
nada se nada
and and and ando
miríades
singram
nesse mar
embalando o
em
quanto
durar
O gênio da lâmpada
(diz-se...3 per ditos)
"uma m e d i d a é o jeito de 2 re-tro-ce-derem, contornar os arranjos que se aderem
por desejar o impossível...
basta algo ser tornado possível
para assim torna-se imensurável
o desejo
que a
realizou"
"veja como
uma sombra riscada fica sedenta de só1
basta que por dentro esteja molhada
pra se revigorar"
"a qu3stão só aparece quando alguém quis
mas ninguém sabe quem foi que disse"
do passar das páginas - (para Estrela Ruiz Leminski)
Não vejo razão nas palmas
ao final de um verso recitado
sinto que o medo do silêncio, quando calo,
ficou mais forte do que a bravura das palavras
Esses, quem amam, o poema
que aclamem certos e impávidos
que em verdade o que recitam, inadvertidos
mas sabiamente é, isso sim, a sonoridade gulosa
do passar das páginas...
ao final de um verso recitado
sinto que o medo do silêncio, quando calo,
ficou mais forte do que a bravura das palavras
Esses, quem amam, o poema
que aclamem certos e impávidos
que em verdade o que recitam, inadvertidos
mas sabiamente é, isso sim, a sonoridade gulosa
do passar das páginas...
Grão
Dos que se dão
se vê os frutos, colhidos
pois dão-se úmidos
e uma vez "que..."
ficam nus
mordidos,
soltos
das sementes,
se produzem
alguns outros loucos
com medo de dizerem-se em tudo
vão mudos acordando aos poucos
mas tais quais sonhos dementes
surrealistas
não reproduzem o mesmo
diante das vistas...
de tão doidos que vão
se remetem, ao "quê?"
disso revoltado numa dor
a cogitação, mais que ao impulso
da pequena dança, o morrer
de quem se deu em amor
e se de quem recebeu o sabor se essa força vier
então de um gosto mesmo bravio
será preciso ser tal
e ser sim e ser não
pra quem sabe, tateante
voltar carregando
o ateado pavio
abrindo espaço e duração
no sufocado do solo
na saudade
de um voo, de um navio ou de um colo
talvez, nada mais do "quê!", desse grão
se vê os frutos, colhidos
pois dão-se úmidos
e uma vez "que..."
ficam nus
mordidos,
soltos
das sementes,
se produzem
alguns outros loucos
com medo de dizerem-se em tudo
vão mudos acordando aos poucos
mas tais quais sonhos dementes
surrealistas
não reproduzem o mesmo
diante das vistas...
de tão doidos que vão
se remetem, ao "quê?"
disso revoltado numa dor
a cogitação, mais que ao impulso
da pequena dança, o morrer
de quem se deu em amor
e se de quem recebeu o sabor se essa força vier
então de um gosto mesmo bravio
será preciso ser tal
e ser sim e ser não
pra quem sabe, tateante
voltar carregando
o ateado pavio
abrindo espaço e duração
no sufocado do solo
na saudade
de um voo, de um navio ou de um colo
talvez, nada mais do "quê!", desse grão
5
Do rito
ruminamos...(th)
num grito
9,8,7,6
sem socorro

ruminamos...(th)
assim nos dragamos
Ambos
envolvidos
#
num grito
9,8,7,6
sem socorro
já por um triz
Teu corpo este, um rio fervido
& com os 5 sentidos,
numa dor menor - furor ensurdecido
numa dor menor - furor ensurdecido
Meu copo esse, rio perdido
Ambos
1,2,3,4
nos afogamos
já por onde for
num grito
gozamos
(ink) ...rumamos
Ao mito
Ritornelo
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
"Quero roubar do silêncio do teu beijo um gemido qualquer".
Sombra tempo na noite (para Luiz Jorge e Beth à la Francis Ponge)
ando há Sim de estroff
(...)
ando
aSSim
tem
Sombra
uando
tem
Sombra
uando t
em
Q
(uan)
tonto
(fim?)
tem
pO
tem que se ir
sS
per di
indo
O
assim
L
se
ir indo
-
chega
and
(...)
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tem que se ir
sS
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-
chega
and
"assim, por muito tempo, eu escrevi no deserto sem ter resposta alguma.
Para mim, durou mais ou menos vinte anos o deserto, uma espécie
de eternidade, dá no mesmo. Pensando bem, se eu escrevia, levava tão estritamente
em conta as palavras, era para chegar a essa qualidade, e não é de admirar que isso precisasse de tempo
para ser reconhecido: é preciso muita experiência para reconhecer
que uma coisa é valida, que é
válida uma vez,
duas vezes,
três vezes.
Na terceira ou na quarta vez pensamos:
deve ter algo de válido."
(Francis Ponge, Métodos, pág. 100; RJ: Imago 1997)
maturidade
Gostos
nos gêneros escolhidos
podem ser "o" ou ser "a"
tanto que ainda
ainda nos bons de roer
neles ser até osso,
poderá?
pra quê censurar?
Rostos
podem ser
de gente
cara
a que for mais cara
de capitalização
(des) mascarados
de bicho de ave
cara
a que for mais cara
podem ser um nicho
(des) mascarados
de bicho de ave
e ainda
paisagem
a mais rara
beleza e feiúra
paisagem
a mais rara
beleza e feiúra
multidão
e até foto de fato
e até foto de fato
mas 3x4: não!
Corpos
podem se comer
se expandir
se exprimir
se imprensar
manter-se em inércia
só não peça
seja do gosto seja de rosto seja no corpo
pra ser sempre o que era
Sem palavras
Destruir palavras para quê,
se eu posso comê-las tão zen?
se alguém poderia dizer do amor
que se diga sem palavras, recitando em corpo: Aleluia! Amém
Triturar nossa verboragia com verbofagia
e ademais, numa oitava vibrante, c o m a l e t r o f a g i a
conduzido a uma distância instante
que fale por nós (em offset) do que interessa dizer
mor sem "a"
parece nos levar ao inusitado: a algo maior por fazer
entrar e sair do menu do "ABC"
Buscar sem jamais rebuscar na voz
saber que mesmo que se "erre"
não há cartilhas p´ra se aprender...
embora o amo sem "r" instigue a um amar saber
e torne tudo tão autêntico e presente, cá entre nós
a or sem "m"
Mas e se tirassem outras dela?
a r sem "mo" é já tanto sem morada
que é sem lenço e nem documento
arejar a vida pelo desejo de libertá-la
ainda que, convenhamos, o "mo" sozinho,
seja o mais simples fluir do ar por si mesmo
reinante naquele íntimo chamamento,
de retornar para uma casa moderada, teu corpo, meu corpo, nosso intento
Será que essa trajetória precisaria acabar
em casamento?
Não basta arruinar as palavras ao "desletrá-las"
precisaríamos ser nas letras ainda, menos contenção,
mais transbordamento
seja sem teto ou entocado
ruidoso invento
se eu posso comê-las tão zen?
se alguém poderia dizer do amor
que se diga sem palavras, recitando em corpo: Aleluia! Amém
Triturar nossa verboragia com verbofagia
e ademais, numa oitava vibrante, c o m a l e t r o f a g i a
conduzido a uma distância instante
que fale por nós (em offset) do que interessa dizer
mor sem "a"
parece nos levar ao inusitado: a algo maior por fazer
entrar e sair do menu do "ABC"
Buscar sem jamais rebuscar na voz
saber que mesmo que se "erre"
não há cartilhas p´ra se aprender...
embora o amo sem "r" instigue a um amar saber
e torne tudo tão autêntico e presente, cá entre nós
a or sem "m"
é a fusão com metais, uma trilha sonora e intensa,
gema, gente, urgência
não essa que entretém e sim a que nos toma, sacode
que faz cheirar, faz fuder, faz ser manso impetuosamente
Mas e se tirassem outras dela?
am sem "or" é quase um pedido
de tradução de texto
ou de indefinição para William Shakespear
ou melhor, é a confissão do incondicional
que entre "mais" ou "menos" ou "mesmo?"
seja, pela força do ser,
traduzido ao cuspir
a r sem "mo" é já tanto sem morada
que é sem lenço e nem documento
arejar a vida pelo desejo de libertá-la
ainda que, convenhamos, o "mo" sozinho,
seja o mais simples fluir do ar por si mesmo
reinante naquele íntimo chamamento,
de retornar para uma casa moderada, teu corpo, meu corpo, nosso intento
Será que essa trajetória precisaria acabar
em casamento?
Não basta arruinar as palavras ao "desletrá-las"
precisaríamos ser nas letras ainda, menos contenção,
mais transbordamento
seja sem teto ou entocado
ruidoso invento
Style
21
with style
gives me always a little smile
and if i ask you
how old do am i
the tarot
will show what a
kam cant find
unrevealed seed
that grows censured
in mine
but still keeps
your lips
close
to my heart
Elípti´cause
Esses pés, que
nos trouxeram tão longe
são os mesmos?
que se limitam,
por um ou dois
passos atrás...
que se revestem,
e por dentro
oscilando ...
entre
sair ficar
de um
se quis
se pediu
se insistiu
se descobriu
se permitiu
se corrigiu
se acelerou
e
perseguiu
parou
fugiu
cansou
descalçou
são eles os mesmos?
que nos afastaram,
do assombro e da dúvida
que nos disseram,
das raízes e dos descaminhos
e tropeçaram
caíram
e torceram
cuidaram
negaram
duvidaram
temeram
ser
pisados
e firmaram equilibrados
para que tomados de assalto
pudessem ser carregados
para ensaiar os saltos
e a justa medida de serem
firmes no que desejam
nos que desejam
v
e . m
r
g
ti tu
"be air"
to be or not to be, pairs?
nos trouxeram tão longe
são os mesmos?
que se limitam,
por um ou dois
passos atrás...
que se revestem,
e por dentro
oscilando ...
entre
sair ficar
de um
se quis
se pediu
se insistiu
se descobriu
se permitiu
se corrigiu
se acelerou
e
perseguiu
parou
fugiu
cansou
descalçou
são eles os mesmos?
que nos afastaram,
do assombro e da dúvida
que nos disseram,
das raízes e dos descaminhos
e tropeçaram
caíram
e torceram
cuidaram
negaram
duvidaram
temeram
ser
pisados
e firmaram equilibrados
para que tomados de assalto
pudessem ser carregados
para ensaiar os saltos
e a justa medida de serem
firmes no que desejam
nos que desejam
v
e . m
r
g
ti tu
"be air"
to be or not to be, pairs?
EccE Ace
urj
A
vida parecce ter scriptembora naquilo se mostre: perecce,
a morte mesmo ainda em vida
nos apreSenta aqueles rascunhos,
mudanças de cenas
história só acontecce entre
as pessoas,
bichos & coisas
na duração, as palavras e imagens, se contaas frases e cenas são lousa: a relação
se encontra, se defronta, se enfrenta, se destitui, se fez outra
até que
muda
-
mundo
munda
esse
A
cesse
pésseeds
o princípio de um passo é o equilibrio de um ponto
pedindo precipício na incerteza da dança
só nisso, o "run" de um rumo tonto
entre as distâncias de dois pés, se alcança
Cócegas, declives, pedrinhas tudo mais na realidade
dos univer S.O.S apertados
e os pés se rebelam descalços
Meio que sem vontade, respirar... felicidade!
cria-se a firmeza de um passo, não por decreto
mas por acaso de cambalhota, no teto, se dirigindo ao chão
o mundo girando sem obrigação, vencendo os medos
girando e colidindo o certo com o incerto
fagulhas recebendo no deslize do dedos
uma benção que já tem coração
pedindo precipício na incerteza da dança
só nisso, o "run" de um rumo tonto
entre as distâncias de dois pés, se alcança
Cócegas, declives, pedrinhas tudo mais na realidade
dos univer S.O.S apertados
e os pés se rebelam descalços
Meio que sem vontade, respirar... felicidade!
cria-se a firmeza de um passo, não por decreto
mas por acaso de cambalhota, no teto, se dirigindo ao chão
o mundo girando sem obrigação, vencendo os medos
girando e colidindo o certo com o incerto
fagulhas recebendo no deslize do dedos
uma benção que já tem coração
O assassinato de C.L.
C.L.
vocês sabem, jamais existiu
sua autobiografia foi o disfarce
de uma ranhura: do traço na folha
por um lápis sem ponta.
Amamos C.L.
vocês esqueceram,
auto ficção, foi assim que agora nomearam
Então usem essas iniciais afora: A.F.
Porém, lembrem tudo foi só um sopro de vida
(e a hora da estrela)
e a dor de C.L.
criou sua inexatidão da maneira mais precisa
e arrastou o nosso sofrimento como o leito
que acolhe as águas de uma nascente
pra morrer um pouco, sabiamente
Mas C.L. não, portanto, não Mais C.L.
C.L. não é mais, talvez menos
Então oremos, por sob as cadenciadas batidas
maquinadas e o recinto
esfumaçado com o seu mágico silêncio
*
então, algo passa e se traduz dessa nossa ineficiência
O silêncio de Sherazade
A caneta Sherazade
nesta outra noite,
trouxe seu sonho de linhas
um ser alado, seu vizinho distante:
um tapete mágico...
sopravam nele, por onde se ecoavam as palavras,
os ventos e seus descaminhos
E ao sentar nessa linda tapeçaria
alguns saberiam,
a quem jamais vislumbrara
o assombro
da vidência
e seu chamado.
É que ao cruzar o ar sobre seu plano
todas as palavras escritas
em ato, naquele instante,
podiam ser lidas, assim formadas:
pela fumaça branca
exalada de seu pano
Porém, tudo a seu preço e encanto:
a visão do tapete
e seu possível vôo
mantinham-se apenas plenas
ao ficarmos
calados.
(M)ei-o
No meio do meio há um meio do caminho
esse que perdeu-se de si e tornou-se vizinho
do sonho, do amor, do descaminho...
que eu perca tudo pra no fim achar esse meio
cósmico, universal: o arrepio
no meio dos lábios
o assobio
esse que perdeu-se de si e tornou-se vizinho
do sonho, do amor, do descaminho...
que eu perca tudo pra no fim achar esse meio
........................................................................................................!
cósmico, universal: o arrepio
no meio dos lábios
tudo o que sai e que a nós retorna:
o psiu, o beijo e entre os dois, o caminho do meio,
o psiu, o beijo e entre os dois, o caminho do meio,
o assobio
Assim natura
Assino: Minto
não há como
se omitir
Emito: cores, traços, recortes retorcidos, colagens
Transposição
Com lâminas, mesmo enferrujadas
Pois enquanto as texturas
Tropeçam em minhas mãos
Colho: algumas verdades precárias
Veleidades extraordinárias
E minto, novamente
E de novo, e de novo
Ainda que pisando em ovos
"n" aspectos em meio ao que sinto
Aproximam ou me afastam do Mito
paixão situacionista
Decifro paisagens insistentes
Nos Sonhos, no Real, no Imaginário
Ai de quem disser o contrário
A iluminação é uma tal assinatura
Travessa aos olhares, para os que se calam
Recolho feixes luminosos
Que se refrataram de alguns santuários
não há como
se omitir
Emito: cores, traços, recortes retorcidos, colagens
Transposição
Com lâminas, mesmo enferrujadas
Pois enquanto as texturas
Tropeçam em minhas mãos
Colho: algumas verdades precárias
Veleidades extraordinárias
E minto, novamente
E de novo, e de novo
Ainda que pisando em ovos
"n" aspectos em meio ao que sinto
Aproximam ou me afastam do Mito
paixão situacionista
Decifro paisagens insistentes
Nos Sonhos, no Real, no Imaginário
Ai de quem disser o contrário
A iluminação é uma tal assinatura
Travessa aos olhares, para os que se calam
Recolho feixes luminosos
Que se refrataram de alguns santuários
flower A h e a d
A pétala do cabelo
é o fio que segue em frente
As cores vivas de sorrisos floridos
são pólen de um corpo inteiro
E enquanto você dormia
plantava
abria
crescia
Em virtude daquela beleza
desabrochava
iluminava
uma certeza
O cabelo das plantas
são raízes por um tempo
E num instante o inalcaçável
faz tremer o mundo inteiro
flower A h e a d
é regada com pressentimento
Leve Esboço II
O tempo, esse estranho
desejo na eternidade
A vida, desvencilhando-se
da memória
as cores ora se empalidecendo,
ora se intensificando
as falas, visagens e sons
carregando consigo aqueles
que nos fazem
recriar o tempo
...numa oração com insanidade...
desejo na eternidade
A vida, desvencilhando-se
da memória
as cores ora se empalidecendo,
ora se intensificando
as falas, visagens e sons
carregando consigo aqueles
que nos fazem
recriar o tempo
...numa oração com insanidade...
Mi casa, tua asa
Minha casa, essa asa
que desvencilía-se do C
melindrando o abcdário
Essa casa,
santuário e perdição dos calendários
Alguma basta, pequena ou grande
jamais falha
Oo vôo é um só modo:
de arrevoar a serpente do desejo
Por vezes uma benção, noutras,
uma fornalha.
que desvencilía-se do C
melindrando o abcdário
Essa casa,
santuário e perdição dos calendários
Alguma basta, pequena ou grande
jamais falha
Oo vôo é um só modo:
de arrevoar a serpente do desejo
Por vezes uma benção, noutras,
uma fornalha.
Pássaro do será isso
ei pássaro não será isso?
ao invés da janela
ui, com qual se esbarraria
ai! prefere rei a tua boca
canta contigo contido um cantado
fode a monarquia
oi uma pane
voando com uma pena
seu sangue correndo
o tempo anuviando...nuvens descendo subindo crescendo decerto sumindo
ou pra que pernas se ame se pasmem as perdas
insensibilizando se sinta a gangrena
ei pássaro não será isso?
aparar o reparo da cena
Xi... sarar a dor com mais doença
deixar a dália como asa do palco
peça outra persecutória pocilga
afunde o teatro improvável da crença
ei pássaro não será isso?
Ou eis forço o foco fazido
Ea ea assobio de dedos com um bico que ame o que lia
teclados na mesa do sopro da míngua
xinga a chance de chamar a chaleira
queira a língua e mente p’ra Amélia
ei pássaro não será isso?
Ui o gostoso no travessão canhoto
Ai alheio ao alento do choque mais belo
estoura o olho com a vizinha quando se depara com a dança
Atravanca a trança pela tranca da porta
Rapumsel já derrubou o castelo
o pássaro quis conquistar um paraíso
Mas Creonte navegava numa empresa capital
ah! Isso! é desvio atalhado no inverno
santos do dumond suou ontem: vê se quis um tostão?
galgar as gavetas grávidas de gravetos e deixar as
goelas magras das moedas do inferno
(to be continued)
ei pássaro não será isso?
ao invés da janela
ui, com qual se esbarraria
ai! prefere rei a tua boca
canta contigo contido um cantado
fode a monarquia
oi uma pane
voando com uma pena
seu sangue correndo
o tempo anuviando...nuvens descendo subindo crescendo decerto sumindo
ou pra que pernas se ame se pasmem as perdas
insensibilizando se sinta a gangrena
ei pássaro não será isso?
aparar o reparo da cena
Xi... sarar a dor com mais doença
deixar a dália como asa do palco
peça outra persecutória pocilga
afunde o teatro improvável da crença
ei pássaro não será isso?
Ou eis forço o foco fazido
Ea ea assobio de dedos com um bico que ame o que lia
teclados na mesa do sopro da míngua
xinga a chance de chamar a chaleira
queira a língua e mente p’ra Amélia
ei pássaro não será isso?
Ui o gostoso no travessão canhoto
Ai alheio ao alento do choque mais belo
estoura o olho com a vizinha quando se depara com a dança
Atravanca a trança pela tranca da porta
Rapumsel já derrubou o castelo
o pássaro quis conquistar um paraíso
Mas Creonte navegava numa empresa capital
ah! Isso! é desvio atalhado no inverno
santos do dumond suou ontem: vê se quis um tostão?
galgar as gavetas grávidas de gravetos e deixar as
goelas magras das moedas do inferno
(to be continued)
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