ruminamos...(th)
num grito
9,8,7,6
sem socorro
numa dor menor - furor ensurdecido
A pétala do cabelo
é o fio que segue em frente
As cores vivas de sorrisos floridos
são pólen de um corpo inteiro
E enquanto você dormia
plantava
abria
crescia
Em virtude daquela beleza
desabrochava
iluminava
uma certeza
O cabelo das plantas
são raízes por um tempo
E num instante o inalcaçável
faz tremer o mundo inteiro
flower A h e a d
é regada com pressentimento
Olhando p´ra tivejo tudo que não
das coisas que são
a poesia
pra ser poesia
o que nela haveria
diz tudo de si
olhando p´ra ti
daí para mim você riria
se algo disso de um tempo
de mais um tempo p´ra cá
não se falaria...
e no retorno de um sim
se abolisse o pecado
p´ra fazer da poesia algo de nós
e vir em nós
até uma coisa
que desdobrando-se dela
nasceria
dentre as nove
que se vejam morridas
morrer de sede
de fome, morrer
morrer de sono
morrer da tristeza daquela partida,
de tanta saudade
morrer da chegada das coisas em seu tempo preciso
morrer de morte
matada
de morte morrida
morrer da morte
inventada
morrer de vontade
de escrever
poesia