Há uma hora, a todo momento

Metade do meio por onde anda o vento
é onde te vejo
outra é a metade que sopra, dentes,
mil leões colidem na cor de teus cílios

Metade do a esmo é curva, que aceita
Outra, o mesmo da reta 
nos sonhos se turva
e realmente busco a torto e a direita

Metade é tarde
Outra é: me invade 
a passagem do dia,
o mais breve possível

Metade de tudo se dá
quando já é bem tarde
outra de nada vale
se não vier, pra comigo amanhecer

ficar meio sem melodia, surdez
da Metade é eco, ilusão
outra, a mentira 
no impossível diapasão 

Metade parte pesada
outra disparate 
abre o por onde 
atingir


pressentir embora, 
jamais quisesse
outra, se desfez ancorada
há uma hora, a todo momento e já se ir


Metade da covardia,
é que ninguém vive metade
se fizer da outra parte
alegria





As Long As It's Not About Love - DIO (portuguese version)

Dali em diante, ao acaso de um olhar
Intensamente se fez num coração
O encanto que fez temer meu coração


Então, se deite e me engane ainda mais
e mentir,
mas jamais... Brincar

Não importa, se for por amor

Se amanheceu e o mundo acabou
Não se esqueça de não olhar pra trás
Se num relance sentir e pensar irão rimar...


Me beije e engane ainda mais
pois mentir,
jamais...

Importa, se for por amor?


Foi tão breve, o cruzar desse olhar
O feitiço pulsa, mais forte ao coração
Como fugir levando isso aqui dentro?

Então, se deite e me engane ainda mais
e mentir,
pra jamais...

Importar, se for por amor!

Amanheceu e o mundo acabou
Pois nada resta
meu coração
pode leva-lo,

Cansei de ouvir as mentiras do amor.

Ooh!

Se esse encanto se aproxima
nos afastando pra outro alguém
se escapar de mim, eu sei...

De repente, assim funciona o amor.











AR - Para Amanda Richard

Quando eu 
passo o 
ouvido
sobre 
o abdome do não
os barulhos do mundo
são: "vir", "ser",
"ais" de meu canto 
vibrando das curvas
o espanto
a canção 

nas cordas da voz
cruzo as pernas 
pro espaço.
Cai aqui em 
meu regaço ...
a palavra: jamais
já mais do que tive
entretanto, se vive 
bulindo do riso
com um grito
desses
que vieram 
doutros recantos 

Quando 
eu passo
em você 
minha lábia
fica essa nódoa 
depois da névoa
dos encantos
minha marca 
no copo
por um lábio, 
sou pólvora

Quando passo
Para quê?
é que toco, se passo  
a luz e a noite
entorto, 
o "sim" do querer
a voz na cor 
da manhã 
sem cansaço
a que veio depois, 
pra dizer

que te deixei 
pra lá 
rouca das loucuras
sem medo 
do fazer e do como
de partir 
o violão
parindo nosso sono
sã da paixão
despedaço
mas ainda é 
bem cedo
se é a vida 
que abraço